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	<title>Arquivos Pecuária - Porteira Rural</title>
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	<description>Agropecuária</description>
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	<title>Arquivos Pecuária - Porteira Rural</title>
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	<item>
		<title>Cupinzeiros em pastagens: o que isso significa?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[porteira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Mar 2020 11:34:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pecuária]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O problema é grande e visível, mas que nem sempre produtores acreditam no prejuízo que os cupins podem causar.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Os cupins de montículo, responsáveis pala formação do cupinzeiro, pertencentes à espécie&nbsp;<em>Cornitermes cumulans</em>&nbsp;são insetos que comumente infestam as pastagens e estão entre as diversas pragas com importância para as gramíneas forrageiras no Brasil. Trata-se de um grupo de insetos sociais que vivem em ninhos que apresentam uma porção visível na superfície do solo, os chamados cupinzeiros.</p>



<p>A criação de bovinos no Brasil tem como base na alimentação dos animais as gramíneas forrageiras, o que torna as pastagens de grande importância para a produção pecuária. E a presença de cupinzeiros afeta negativamente&nbsp; a produção de forragem.</p>



<p>Alguns autores citam a presença de ninhos de cupins como sinal do processo de degradação em pastagens, com alguns caracterizando os estágios de degradação em inicial e moderado, ao considerar a menor e a maior quantidade de ninhos nas áreas. Esse número tende a aumentar em áreas menos sujeitas à mecanização; portanto, pastagens mais velhas normalmente apresentam infestações mais elevadas, sem necessariamente estar em processo de perda de vigor.</p>



<p>Embora a presença de ninhos de cupins (cupinzeiros) esteja associada à degradação da pastagem ou mesmo a processos como diminuição da fertilidade e, especialmente, aumento da acidez do solo, não é claro se o aparecimento dos ninhos é consequência da degradação ou fenômeno natural induzido pela falta de controle do inseto.</p>



<p></p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://www.educapoint.com.br/img/noticia/911" alt=""/></figure>



<p>Pastagem com cupinzeiros vista da Variante Boa Vista-Guaianã km 213 em Indaiatuba (Fonte:&nbsp;Wikimedia Commons)</p>



<p><strong>Biologia</strong></p>



<p>Cada colônia de cupins é dividida em castas, ou seja, grupos de indivíduos com características e funções diferentes. Há o casal real, que é o par fundador da colônia. São indivíduos sexuados, cuja função é apenas reprodutiva. Copulam de tempo em tempo, proporcionando o crescimento da população da colônia. Uma outra casta presente nos cupinzeiros é a dos soldados. São indivíduos estéreis e apresentam cabeças e mandíbulas bastante desenvolvidas. Este grupo tem a função principal de defesa da colônia. Por fim, há o grupo dos operários. Assim como os soldados, são também estéreis. Constituem o grupo mais numeroso e desenvolvem todas as funções de manutenção da colônia.</p>



<p>Os cupinzeiros adultos anualmente liberam um grande número de cupins alados (com asas) que são aptos para a reprodução. São os chamados &#8220;siri-siris&#8221; ou &#8220;aleluias&#8221;. A revoada destes indivíduos geralmente ocorre nos primeiros meses da época chuvosa, logo após fortes chuvas. Após a revoada, machos e fêmeas, aos pares, escavam no solo uma pequena câmara na qual copulam dando origem a uma nova colônia. Com o passar do tempo, à medida que a colônia cresce, constata-se, igualmente, o crescimento desproporcional do abdômen da rainha. Este fenômeno, denominado fisogastria, consiste na expansão dos seus ovários e acúmulo de gordura. Este crescimento resulta no aumento original do inseto em dezenas de vezes, limitando, em parte, a locomoção da rainha que fica restrita a umas poucas câmaras do cupinzeiro. A alimentação da rainha, bem como a retirada de seus ovos, são feitas pelos operários.</p>



<p><strong>Outras espécies</strong></p>



<p>Há outras espécies de cupins, presentes nas pastagens, que também constroem montículos. Algumas são igualmente conhecidas dos produtores, como&nbsp;<em>C. bequaerti</em>, responsável pela construção de cupinzeiros com aberturas tipo chaminés, e&nbsp;<em>Syntermes</em>&nbsp;sp., cuja porção do ninho que aflora à superfície é espalhada, mais baixa e mais mole que os ninhos de Cornitermes. Ocorrem em menor frequência e podem apresentar estrutura de cupinzeiro diferente da do&nbsp;<em>Cornitermes cumulans</em>.</p>



<p>As espécies do gênero&nbsp;<em>Syntermes,</em>&nbsp;apesar de menos frequentes, merecem atenção, uma vez que cortam folhas de gramíneas vivas, à semelhança das formigas cortadeiras.</p>



<p><strong>Prejuízos causados pelos cupins</strong></p>



<p>Os prejuízos causados pelos cupins em pastagens ainda não foram totalmente determinados, sendo considerados por muitos como sendo apenas uma questão de estética. A presença de cupins em um pasto está associado pelos produtores ao abandono de propriedade e é, portanto, responsável pela desvalorização da mesma. Ainda não existe um consenso entre pesquisadores para determinar os prejuízos causados pela área ocupada pelos seus ninhos numa pastagem, necessitando de mais estudos. Porém os prejuízos também podem ser sentidos pela dificuldade nos tratos culturais, por abrigarem animais peçonhentos, além de poderem danificar mourões de cercas, cochos de madeiras, etc.</p>



<p><strong>Controle</strong></p>



<p>O controle destes insetos em pastagens tem sido feito historicamente através da aplicação de inseticidas químicos. Para tanto, há a necessidade de que o produto seja colocado no interior do cupinzeiro. Necessita-se de uma barra de ferro com aproximadamente 80 cm de comprimento e diâmetro de uma polegada, e de uma marreta. Faz-se a perfuração vertical e central do cupinzeiro até que se atinja o que denominamos câmara celulósica.</p>



<p>Externamente, o cupinzeiro é constituído por uma camada de terra cimentada com a saliva dos cupins que adquire uma consistência muito dura, a qual oferece, portanto, resistência à perfuração. No seu interior, o cupinzeiro apresenta uma câmara de formato globular, constituída de camadas horizontais que originam pequenas câmaras e canais feitos com material celulósico friável, portanto, pouco resistente.</p>



<p>Na perfuração do cupinzeiro, percebe-se facilmente que se atingiu a câmara celulósica, uma vez que não se constata mais resistência na penetração da barra de ferro. Isto feito, deve-se colocar o inseticida no interior do cupinzeiro; fazendo-se uso apenas de produtos registrados para esse fim. Alguns produtos testados têm se mostrado eficientes através da termonebulização.</p>



<p>No caso das espécies do gênero&nbsp;<em>Syntermes</em>, onde o cupinzeiro não tem uma câmara celulósica definida e considerando o fato de o mesmo ocupar área às vezes de vários metros quadrados, recomenda-se a aplicação do inseticida através de perfurações feitas em vários pontos do cupinzeiro. Sugere-se uma perfuração por metro quadrado, penetrando a barra de ferro de modo a atravessar a camada de solo exposto, atingindo uns 20 centímetros abaixo do nível do solo. Estes cupins têm sido encontrados em maior número em pastagens de Brachiaria humidicola.</p>



<p>Muitos dos cupinzeiros nas pastagens podem estar abandonados pelos cupins, não tendo nenhum efeito a aplicação de inseticidas. Nesse caso, o controle através de implementos acopláveis à tomada de força do trator, tem sido uma boa alternativa para o controle.</p>



<p>Porém é bom lembrar que pastagens normalmente infestadas por cupins são pastagens mais velhas, degradadas ou em degradação, sendo, portanto passíveis de recuperação, podendo desta maneira receber uma mecanização para preparo de solo e completa destruição dos cupins, dependendo apenas de um diagnóstico de área para avaliar a melhor forma de controle dos cupins e de recuperação desta pastagem.</p>



<p>Fonte: EducaPoint ( <a href="https://www.educapoint.com.br/blog/pastagens-forragens/cupinzeiros-pastagens-o-que-significa/?utm_campaign=newsletter_leads__corte_-_fevereiro&amp;utm_medium=email&amp;utm_source=RD+Station">https://www.educapoint.com.br/blog/pastagens-forragens/cupinzeiros-pastagens-o-que-significa/?utm_campaign=newsletter_leads__corte_-_fevereiro&amp;utm_medium=email&amp;utm_source=RD+Station</a> ) 12/02/2020<br></p>



<p>Fontes:</p>



<p>

Cupins-de-montículo – 2. Biologia e controle das principais espécies (https://www.beefpoint.com.br/cupins-de-monticulo-2-biologia-e-controle-das-principais-especies-35597/)</p>



<p>CUPIM DE MONTÍCULO EM PASTAGENS (http://old.cnpgc.embrapa.br/publicacoes/divulga/GCD18.html)</p>



<p>Relação entre a presença de cupinzeiros e a degradação de pastagens, Pesq. agropec. bras., Brasília, v.46, n.12, p.1699-1706, dez. 2011 (http://www.scielo.br/pdf/pab/v46n12/46n12a16.pdf)

</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Escore de fezes: como utilizar para saber se a dieta está funcionando?</title>
		<link>https://porteirarural.com.br/escore-de-fezes-como-utilizar-para-saber-se-a-dieta-esta-funcionando/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[porteira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Feb 2020 20:53:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pecuária]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Entenda como realizar o escore de fezes e identificar possíveis problemas em sua dieta. (EducaPoint)</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Fonte: EducaPoint<br> <br>A composição do leite é reflexo da produção e nutrição da vaca. A síntese de gordura e proteína do leite dependem de diversos fatores, dentre eles a disponibilidade de nutrientes provenientes da dieta e o metabolismo do animal. Porém, mesmo trabalhando com um nutricionista e fazendo formulações de dietas bem precisas, às vezes o resultado não é o esperado.</p>



<p>Isso porque, a formulação de dietas para vacas leiteiras não termina no software, devido justamente à grande complexidade presente no balanceamento de fibras, de carboidratos não fibrosos, acidificação ruminal, entre outras. Existem outros fatores que não estão dentro dessa modelagem feita em programas que dependem do nutricionista e de uma avaliação in loco para fazer as adaptações necessárias na dieta.</p>



<p>Assim, a mesma dieta, com o mesmo nível de produção de leite e teor de sólidos de um rebanho, entre fazendas pode haver variações com maiores incidências de acidose subclínica e outros distúrbios metabólicos digestivos em alguns rebanhos do que em outros, simplesmente porque alguns fatores não foram modelados ou considerados ou porque os animais não comeram o que foi planejado.</p>



<p>Dessa forma, além de trabalhar no computador e fazer a melhor formulação possível, é necessário monitorar a dieta e adaptá-la sempre que necessário. Essa é uma prática baseada em experiência que vai sendo adquirida de rebanho em rebanho.</p>



<p>Uma forma muito simples e bastante utilizada como um primeiro indicador para averiguar se está sendo fornecido o mínimo de fibra e o tamanho adequado e mantendo o nível máximo de inclusão de amido baseado naquela fonte que está sendo utilizada na fazenda é o&nbsp;<strong>escore de fezes.</strong></p>



<p>O escore de fezes varia em classificações de 1 a 5, onde 5 são fezes líquidas (diarreia), com os demais escores sendo as formas intermediárias:</p>



<p></p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://www.educapoint.com.br/img/noticia/864" alt=""/></figure>



<p>Hulsen (2018)</p>



<p>O escore 3 é o aceitável para rebanhos em lactação. Isso porque, nessa fase, não haverá um escore de fezes muito consistentes e, por se estar trabalhando com menos energia e menos amido na dieta.</p>



<p><strong>Como avaliar o escore de fezes?</strong></p>



<p>1) Avaliação geral</p>



<p>Fazer uma avaliação geral no lote como está o escore de fezes.</p>



<p>2) Avaliar a variação</p>



<p>Aqui, avalia-se como está a variação entre indivíduos do mesmo lote. Nesse passo, deve-se tentar entender os processos de seleção, competição e distribuição no espaço de cocho que possa estar levando a diferenças no escore de fezes entre animais do mesmo lote.</p>



<p>3) Avaliar a característica das fezes</p>



<p>Isso é feito através da lavagem de fezes em peneiras.</p>



<p></p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://www.educapoint.com.br/img/noticia/865" alt=""/></figure>



<p>Nesse caso, avalia-se algumas características. A primeira delas é a presença de mucina. Sua presença indica descamação do epitélio intestinal relacionada à acidificação, não somente do rúmen. Pode-se observar o aumento da mucina quando há uma redução da digestão do amido no rúmen por, por exemplo, tamanho de moagem muito grosseiro, com esse amido sendo passado em grande quantidade ao intestino grosso, formando uma fermentação intensa no intestino, resultando na descamação de mucina que, muitas vezes, está relacionada à maior presença de amido nas fezes.</p>



<p></p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://www.educapoint.com.br/img/noticia/866" alt=""/></figure>



<p>Na lavagem de fezes, é importante observar alguns fatores, como presença de fibras, quais são suas características (partículas maiores, fibras intactas), pois isso pode ser consequência da acidificação ruminal e do aumento da taxa de passagem.</p>



<p>Na foto abaixo, nota-se a presença de caroços inteiros de algodão, indica que há acidificação exacerbada no rúmen , de forma que será necessário reajustar a dieta ou acertar algum fator de manejo que possa estar impedindo que a dieta funcione corretamente.</p>



<p></p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://www.educapoint.com.br/img/noticia/867" alt=""/></figure>



<p><br>Fonte: EducaPoint ( <a href="https://www.educapoint.com.br/blog/pecuaria-leite/escore-de-fezes-dieta-funcionando/?utm_campaign=newsletter_leads__leite_-_fevereiro&amp;utm_medium=email&amp;utm_source=RD+Station">https://www.educapoint.com.br/blog/pecuaria-leite/escore-de-fezes-dieta-funcionando/?utm_campaign=newsletter_leads__leite_-_fevereiro&amp;utm_medium=email&amp;utm_source=RD+Station</a>) 11/02/2020</p>
<p>O post <a href="https://porteirarural.com.br/escore-de-fezes-como-utilizar-para-saber-se-a-dieta-esta-funcionando/">Escore de fezes: como utilizar para saber se a dieta está funcionando?</a> apareceu primeiro em <a href="https://porteirarural.com.br">Porteira Rural</a>.</p>
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		<item>
		<title>ENTREVISTA: Como o melhoramento genético pode contribuir para o avanço da pecuária?</title>
		<link>https://porteirarural.com.br/entrevista-como-o-melhoramento-genetico-pode-contribuir-para-o-avanco-da-pecuaria/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[porteira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Oct 2019 11:47:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Pecuária]]></category>
		<category><![CDATA[melhoramento genético]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Entrevista com o Professor José Fernando Garcia da UNESP, sobre a importancia do melhoramento genético na pecuária nacional.</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h2 class="wp-block-heading">ENTREVISTA: Como o melhoramento genético pode contribuir para o avanço da pecuária?</h2>



<p><strong>JOSÉ FERNANDO GARCIA</strong> Professor e coordenador do Laboratório de Bioquímica e Biologia Molecular Animal da UNESP.</p>



<p><strong>Pergunta:</strong> <em>O senhor poderia nos falar um pouco sobre o que foi abordado em sua palestra em nosso Encontro? Qual a sua opinião sobre a importância do Encontro dos Encontros da Scot Consultoria para a pecuária nacional?</em><br /><strong>José Fernando:</strong> Em minha palestra abordei sobre a importância da genômica, que é um tema muito falado hoje, porém, pouco entendido. Mostrei três exemplos de aplicação da genômica, o primeiro na organização de uma raça, por exemplo. Em uma associação de raça usa-se a genômica para atividades como controle de paternidade, registro genealógico, seleção genômica, identificação de marcadores causais positivos e negativos, análise de endogamia e até certificação de produto. Isso tudo é possível graças aos testes genômicos, que atualmente são muito informativos e muito baratos. O segundo exemplo mencionado foi sobre a importância de colher informação, pois, a partir disto, é possível criar o que chamamos de “big data”. Esses dados associados à genômica, podem ir mais a fundo nos genes, marcas, mutações, o que agrega na seleção, visando um animal ideal. A terceira aplicação é a edição gênica, que seria a cereja do bolo. Uma vez que as mutações são conhecidas, conseguimos obter um melhoramento associado à metodologia de edição gênica, resultando na tecnologia que chamamos de melhoramento de precisão. Um evento como o Encontro dos Encontros da Scot Consultoria, que traz pessoas que decidem, que estão com a mão na produção, que são grandes, influentes, cientistas, técnicos e põe todos em uma sala para debater é interessantíssimo, na minha opinião é de grande valia. Presenciei palestras que consolidaram informações boas e que olham para o futuro. Particularmente, uma reunião das raças, mostrando que todas elas estão entrelaçadas, inclusive na<br />genômica.</p>
<p><strong>Pergunta:</strong> <em>O pecuarista hoje já reconhece a genômica como um caminho sem volta?</em><br /><span style="font-size: inherit;"><strong>José Fernando:</strong> Hoje temos dois tipos de pecuaristas: aquele que faz genética e aquele que usa a genética. O que faz a genética, ele a utiliza, porém, está tentando entender seu funcionamento, e ainda estamos nessa fase. O que usa de fato a genética, ele a utiliza através do sêmen, da novilha de reposição, ou mesmo selecionando seu rebanho. Assim, ela é forte no primeiro grupo e está começando a aparecer no segundo grupo.</span></p>
<p><strong>Pergunta:</strong> <em>De que forma o melhoramento genético pode contribuir para o avanço da pecuária?</em><br /><strong>José Fernando:</strong> Se fazemos uma pecuária commoditie hoje, que não possui classificação de carcaça, com remuneração de qualidade ou não, de qualquer forma o produtor ganhará dinheiro. A pecuária de corte, na minha visão, dentre todas as atividades do agronegócio, está como uma das últimas, não em termos de adoção de tecnologia, mas de profissionalismo, contabilidade e gestão do negócio porque é uma atividade lucrativa quando feita em grandes extensões. A partir do momento em que o pecuarista se tecnifica, ele valoriza seu produto. No evento falamos sobre o aumento da valorização da carne como produto nobre, etc.. Você passa a ter o melhoramento genético como a única forma de melhorar a situação. A pecuária de corte brasileira, melhorou no quesito nutricional, sanitário e reprodutivo. Hoje o produtor faz FIV (fertilização in vitro) em grande quantidade e IATF (inseminação artificial em tempo fixo) aos milhões, reforma o pasto (o que até vinte anos atrás não era feito), suplementa as vacas, utiliza o creep-feeding, vacinas, etc. Se está tudo ótimo e a produção continua ruim, como podemos melhorar a produtividade? É nesse momento que entra o melhoramento genético, ou fazendo, ou usando o que é feito. </p>
<p><strong>Pergunta:</strong> <em>O senhor poderia nos falar como é realizada a implantação da genômica na fazenda?</em><br /><strong>José Fernando:</strong> Hoje a genômica é baseada em um teste laboratorial feito a partir da coleta do pelo do animal. Esse teste determinará 50.000 marcadores e servirá para determinar paternidade e organizar registros genealógicos. Com isto, será importante para associações de raças, melhora das DEPs (Diferença Esperada na Progênie), que são cálculos matemáticos que permitem o uso do melhoramento, fazendo com que tenha mais precisão. Permite também a investigação de novos marcadores, de novos genes que precisamos para o departamento de pesquisa e desenvolvimento. Assim, usamos e analisamos o que já existe para calcular a endogamia de uma população. Existe uma gama de aplicações e isso tudo é feito com um único teste, realizado uma vez na vida do animal. Ele é guardado e utilizado para múltiplas aplicações com uma simples amostra de pelo, que vai de melhoramento genético à certificação do produto ou de animais.</p>



<p>Fonte: Scot Consultoria www.scotconsultoria.com.br</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Fique de olho nos Índices Zootécnicos da sua propriedade!</title>
		<link>https://porteirarural.com.br/fique-de-olho-nos-indices-zootecnicos-da-sua-propriedade/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[porteira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Mar 2016 19:05:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pecuária]]></category>
		<category><![CDATA[Manejo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O aumento da demanda mundial por alimentos e, sobretudo, por proteínas nobres de origem animal, oferece uma...</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h2 class="wp-block-heading">Fique de olho nos Índices Zootécnicos da sua propriedade!</h2>



<p>O aumento da demanda mundial por alimentos e, sobretudo, por proteínas nobres de origem animal, oferece uma oportunidade ímpar para novos investimentos no Brasil visando o aumento da produção nacional de carnes e de carne bovina em especial, permitindo ao país aumentar e consolidar sua posição de maior exportador global.</p>



<p>Atingir o potencial máximo de produção é uma condição que todos os envolvidos na pecuária almejam alcançar, mas esse é um fator que está muito longe da realidade, porque nós brasileiros precisamos nos adaptar e ter mais habilidade com números. A falta de planejamento e os baixos índices produtivos são uma realidade constante em sistemas de produção de gado de corte no Brasil, bem como o desconhecimento da real situação limita o estabelecimento de metas e execuções pontuais em busca da evolução, resultando em baixos índices e modestas rentabilidades.</p>



<p>A atividade pecuária brasileira se apóia em um tripé (melhoramento genético, nutrição e sanidade). Isso, na verdade, funciona como se fosse uma corrente, em que cada item seria um elo. Ao quebrar qualquer um desses itens, o ciclo não é fechado e o produtor estará fadado a não ter um retorno econômico em seu sistema de exploração.</p>



<p>Para que se alcance bons índices zootécnicos é de fundamental importância um manejo adequado e um acompanhamento rigoroso. Deve-se ter muita atenção tanto à parte quantitativa como qualitativa de pastagens e mineralização, deve-se ainda garantir total higidez dos animais (vacinações, vermifugações, controle estratégico de endo e ectoparasitas).</p>



<p>O sucesso de qualquer atividade está na administração. Se você não tiver os dados e as informações do rebanho, não tem como gerenciar a propriedade. Para identificar os principais pontos críticos dentro de um sistema de produção precisamos estar de olho nos índices zootécnicos e assim identificar em qual etapa o trabalho está ineficiente:</p>



<p>&#8211; ÍNDICE DE FERTILIDADE – é a relação do número de fêmeas em cobertura que ficaram prenhes em determinado período de exposição reprodutiva.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" width="341" height="53" src="http://porteirarural.com.br/wp-content/uploads/2019/09/NDICE-DE-FERTILIDADE.gif" alt="" class="wp-image-2022"/></figure>



<p>Para evitar prejuízo, esse índice deve ser igual ou maior que 80%.</p>



<p>&#8211; ÍNDICE DE FECUNDIDADE OU NATALIDADE – é a forma de medir o resultado das fêmeas que foram submetidas à cobertura, emprenharam e quantas levaram a gestação a termo.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" width="341" height="53" src="http://porteirarural.com.br/wp-content/uploads/2016/03/65426ijn.gif" alt="" class="wp-image-2027"/></figure>



<p>&#8211; ÍNDICE DE MORTALIDADE INTRA-UTERINA – representa o índice de perdas de animais que foram abortados, reabsorvidos ou natimortos. Esse índice é muito importante, pois, pode ajudar a identificar problemas sanitários, através de exames realizados por médicos veterinários, que muitas vezes passam despercebidos pelo produtor (neospora, brucelose, vibriose, campilobacteriose entre outras).</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" width="468" height="48" src="http://porteirarural.com.br/wp-content/uploads/2016/03/pngyvuv96.gif" alt="" class="wp-image-2029"/></figure>



<p>&#8211; TAXA DE DESMAME (%) – é um dos mais importantes, pois representa o total de animais desmamados em relação às vacas expostas em reprodução dentro de um determinado ano agropecuário.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" width="356" height="41" src="http://porteirarural.com.br/wp-content/uploads/2016/03/TAXA-DE-DESMAME.gif" alt="" class="wp-image-2032"/></figure>



<p>Esse índice reflete o dado global da atividade de cria, pois está diretamente relacionado á todos os índices anteriores, qualquer alteração dos índices anteriores influenciará a % de desmame e, consequentemente, a rentabilidade da propriedade.</p>



<p>&#8211; RELAÇÃO DESMAMA (%) &#8211; percentual do peso do bezerro em relação ao peso da mãe.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" width="356" height="41" src="http://porteirarural.com.br/wp-content/uploads/2016/03/609844l.gif" alt="" class="wp-image-2031"/></figure>



<p>&#8211; PRODUÇÃO REAL (KG) &#8211; mostra quantos Kg de bezerro a vaca desmamou no ano</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" width="356" height="41" src="http://porteirarural.com.br/wp-content/uploads/2016/03/6547111m.gif" alt="" class="wp-image-2036"/></figure>



<p>&#8211; PERÍODO DE SERVIÇO &#8211; período entre o parto e uma nova concepção, para uma pecuária rentável, o número deverá ser o menor possível, preferencialmente entre 75 e 80 dias, esse índice irá influenciar diretamente o intervalo entre partos. Sem dúvida é característica que tem maior impacto econômico dentro de um sistema de produção.</p>



<p>&#8211; INTERVALO ENTRE PARTOS (IEP) – o ideal é que os animais consigam ter um IEP médio de 12 meses, pois o período de gestação dura em torno de nove meses (280 dias). O período de puerpério, ou seja, período de involução e recuperação do tecido funcional do útero para uma nova concepção, dura em média 45 dias, resta assim mais 45 dias para esse animal emprenhar, e ter um bezerro dentro de 12 meses, levando em consideração que o bovino apresenta intervalo entre cios de 21 em 21 dias (podendo variar de 17-24 dias dependendo do número de ondas de crescimento folicular), o animal poderá apresentar dois cios férteis e se o animal emprenhar nesse período pode ter até dois partos dentro de 12 meses.<br>&nbsp;<br>&#8211; TAXA DE DESFRUTE – este índice mensura o quanto se vende do que se tem.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="http://www.diadecampo.com.br/arquivos/image_bank/especiais/Figura_7_CRV_Lagoa_2010330175751.gif" alt=""/></figure>



<p>Vale ressaltar que existem várias outras metodologias de mensuração de indicadores zootécnicos, sendo muito importante seguir sempre a mesma metodologia para adquirir confiabilidade nos dados e tomar decisões.</p>



<p>Sendo assim, podemos ter um controle total da situação, conseguindo ajustar um melhor ponto de equilíbrio da relação benefício/custo, pois podemos apurar o valor de todos os recursos (insumos) e operações (serviços) em relação à produtividade, além de conseguir identificar os principais pontos críticos dentro de um sistema de produção e tomar as ações corretivas a tempo.</p>



<p class="has-small-font-size">Autor : Diego Botelho &#8211;
Médico Veterinário e Supervisor de Serviços da CRV Lagoa<br>
<br>
Fonte em
22/03/2016:&nbsp;http://www.diadecampo.com.br/zpublisher/materias/Materia.asp?id=21419&amp;secao=Manejo&nbsp;</p>
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		<title>Compost Barn: resultados alcançados com o sistema e desafios do manejo diário</title>
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		<dc:creator><![CDATA[porteira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Mar 2016 19:02:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pecuária]]></category>
		<category><![CDATA[Compost Barn]]></category>
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<h2 class="wp-block-heading">Compost Barn: resultados alcançados com o sistema e desafios do manejo diário</h2>



<p>Na semana passada, Kaio Tomazoni, enviou para o Instagram do MilkPoint uma foto de um Compost Barn em Ibati/PR. De acordo com ele, a cama é de cepilho, que, no seu ponto de vista é mais fácil de ser manejado devido ao quesito umidade. “Além disso, trabalhamos com uma ventilação intensa sobre os animais e a cama para mantê-la seca”, completou Kaio.&nbsp;<br> <br> A foto rendeu vários comentários de outros produtores e profissionais que passaram a discutir o melhor material para compor a cama e os métodos de manejo para que o procedimento realmente funcione, gerando conforto aos animais e consequente aumento de produção e saúde, além de outros benefícios. Um dos comentários enviado por um produtor frisava que além da serragem, pode ser usada palha de arroz, maravalha e palha de café. “O bagaço de cana triturado exige mais atenção e não funciona tão bem. Há todo um processo para o sucesso da cama e, desde que o manejo seja bem feito, é a melhor coisa que existe no mercado hoje quando se trata de conforto, sem contar o aumento na produção e os outros benefícios alcançados”.&nbsp;<br> <br> Vale lembrar que o Compost Barn serve tanto para abrigar confortavelmente as vacas de leite, como também, para produzir composto orgânico, ou seja, adubo para a lavoura, já que as fezes e a urina dos animais são os ingredientes do composto.&nbsp;<br> <br> Para que o sistema funcione bem, é essencial que a cama seja monitorada diariamente: temperatura, viragem do material, controle da umidade, ventilação adequada para a secagem, lotação dos animais, entre outros. O sistema demanda manejo adequado para evitar a sujeira dos animais, mastite e aumento da contagem de células somáticas (CCS). Porém, se o sistema funciona corretamente, ele se torna vantajoso por favorecer a higiene, a diminuição do odor e incidência de moscas, redução das lesões nas pernas e no casco, entre outros.&nbsp;<br> <br> Em 2014, o leitor Darci Dumke, produtor de leite de São Miguel d’Oeste/SC, enviou um comentário para o MilkPoint contando a sua experiência com o Compost Barn e deu algumas dicas para quem busca instalar o sistema na fazenda:&nbsp;<br> <br> a) “Antes de iniciar o projeto, conheça os índices climáticos de sua região (umidade média do ar, índice pluviométrico, umidade do solo onde será posta a cama, se tem neblina pela manhã/noite, se tem insolação no inverno no galpão e no verão não [direção correta da construção], etc)”.&nbsp;<br> <br> b) “Não podemos abrir mão dos ventilares, protetores de umidade externa (a cama não pode absorver a umidade externa, muitas vezes incontrolável) e revolvedores de cama (na fase inicial, até podemos usar outros equipamentos, mas, com o passar dos meses, a enxada rotativa é indispensável)”.&nbsp;<br> <br> c) “Não adianta improvisar, pois o resultado sai caro demais para margens de uma atividade que é contabilizada em centavos”.&nbsp;<br> <br> Em cima disso, o portal MilkPoint questiona os produtores que vêm utilizando o Compost Barn sobre os resultados alcançados com o sistema, os desafios e dificuldades do dia a dia no manejo e os materiais que estão sendo utilizados para compor a cama. Compartilhe sua experiência com outros leitores que já estão utilizando o método em suas propriedades.&nbsp;<br> <br> <br></p>



<p class="has-small-font-size">

Fonte: Portal Milk Point&nbsp;<br><br> http://www.milkpoint.com.br/cadeia-do-leite/giro-lacteo/compost-barn-resultados-alcancados-com-o-sistema-e-desafios-do-manejo-diario-99343n.aspx

</p>
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		<title>Dez mitos no uso do sal mineral para bovinos</title>
		<link>https://porteirarural.com.br/2003-2/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[porteira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 01 Mar 2014 18:39:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Pecuária]]></category>
		<category><![CDATA[Bovinos]]></category>
		<category><![CDATA[Sal mineral]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma técnica usada há décadas na pecuária de corte brasileira é a mineralização do rebanho. Apesar disso, parece que algumas...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<h2 class="wp-block-heading">Dez mitos no uso do sal mineral para bovinos </h2>



<p>Uma técnica usada há décadas na pecuária de corte brasileira é a mineralização do rebanho. Apesar disso, parece que algumas informações distorcidas ainda prevalecem no meio. O objetivo da lista abaixo é, ao esclarecê-las, contribuir para o melhor uso da técnica. São dez pontos que elencamos como “mitos”, ou seja, algo “que não tem existência real ou passível de ser provada”, conforme uma das definições do dicionário “Caudas Aulete”. Vamos a eles:</p>



<p><strong>Mito 1: “Sal mineral é tudo igual!”</strong>&nbsp;– Um sal mineral é uma mistura de vários elementos, óxidos e sais à disposição no mercado. Comprá-los e misturá-los é algo dentro das possibilidades de quase qualquer terráqueo. Mas, então, por que isso é mito? O que pode diferenciar um sal mineral de outro? O primeiro ponto seria a formulação do sal (as quantidades de cada matéria prima visando determinadas concentrações finais dos nutrientes no produto). Um produto mal formulado, isto é com níveis de garantia furados e consumo mal planejado, não será eficaz. Assim, mesmo que o animal o consuma, não será atingido o objetivo de atender suas exigências minerais. Outra questão ainda muito mais comprometedora é que existem inúmeras armadilhas no mercado em termos de matéria-prima. Ainda que algumas delas possam ser evitadas com uma análise de laboratório, outras podem ter um &nbsp;laudo perfeito do laboratório, mas o nutriente não ser assimilável (não ser biodisponível, no jargão técnico). Outros diferencias seriam: qualidade da mistura, fontes mais nobres de matéria-prima, tipo de apresentação (granulado, floculado,,,), resistência ao empedramento e algo que tem feito muita diferença: apoio técnico da empresa ao produtor.</p>



<p><strong>Mito 2: “O animal sabe que mineral precisa!”</strong>&nbsp;– Esse é um dos mitos mais difusos e duradouros. Já foi amplamente comprovado por pesquisas que o animal voluntariamente não seleciona minerais dos quais esteja deficiente. Exatamente por isso que precisamos colocar todos juntos, de maneira bem formulada para que eles os consumam. Como o sódio é o único mineral que efetivamente o animal mostra desejo em consumir, o cloreto de sódio virou o veículo ideal para ajudar nesta tarefa (Ver Mito 5).</p>



<p><strong>Mito 3: “O mineral que importa no sal, mesmo, é o fósforo”</strong>&nbsp;– Segundo um extenso levantamento realizado pela Embrapa Gado de Corte, 100% das forrageiras analisadas teriam valores muito baixo de sódio (&lt; 0,1% da matéria seca), que predisporiam deficiência. Nesta mesma pesquisa, o fósforo ficou em quarto lugar, com 72% das amostras abaixo de 0,12% da matéria seca. Zinco, com 96% das amostras menor do que 20 ppm (2º lugar), cobre com 82% menor que 4 ppm (3º lugar) e Cálcio com 38% menor que 0,2% da matéria seca (5º lugar), completam a lista. Não foram avaliados nesta pesquisa Cobalto, Iodo e Selênio, todos com histórico de deficiência e resposta a suplementação no Brasil. Fica claro, então, que o fósforo não é o único mineral que devemos nos preocupar. Como todos podem limitar a produção, devemos nos preocupar com cada um deles, bem como nos preocupar que estejam balanceados, sem grandes excessos que possam predispor a problemas de absorção (um mineral em excesso, prejudicando a absorção de outro).</p>



<p><strong>Mito 4: “Quanto maior a concentração em minerais, melhor é o sal! Esse é o critério que eu uso na compra!”</strong>&nbsp;– Ao comparar dois produtos é comum o produtor optar por aquele que tenha valores de níveis de garantia dos nutrientes mais altos. A lógica seria que, se eles têm maiores concentrações, o animal vai ter mais desse mineral a disposição. O que “fura” essa lógica é o consumo! Se o sal tem 90 gramas de fósforo por quilograma do produto isso apenas significa qual a concentração dele e não quanto está à disposição do animal, o que vai depender da quantidade que ele ingere desse sal mineral. Assim, se esse sal tem um consumo de 60 gramas/cabeça.dia, o consumo de fósforo pelo animal é de 5,4 g/cabeça.dia. Um sal com 88 de fósforo por quilograma do produto, mas com consumo de 70 gramas/cabeça.dia, suprirá com 6,16 gramas de fósforo por dia ao animal, quase 1 g a mais do que o de 90. Portanto, lembre-se: o animal não come concentração, ele come o sal!</p>



<p><strong>Mito 5: “Só o sódio basta para acertar o consumo”&nbsp;</strong>–&nbsp; Esse é um mito que todo nutricionista gostaria de acreditar, pois a única forma de formular o sal é considerar que isso é verdade. Enfim, precisamos de uma referência e a melhor que temos é o teor de sódio. Esta referência até funciona bem, no sentido que ao fazermos a média de muito dados de consumo, há uma convergência para que o valor obtido se aproxime daquele que atende as exigências de sódio. Assim, para estimar a o consumo de um mineral bastar identificar qual o consumo necessário para atender as exigências de sódio. Por exemplo, considerando como 10 g de Sódio a exigência de uma unidade animal (um animal com 450 kg), se o sal fornecido a ele tem 200 g de sódio por quilograma do produto, o consumo esperado deste produto é de 50 gramas/cabeça.dia, O cálculo é uma “regra de três”: Se em 1 kg do produto temos 200 g, quantos quilos do produto preciso para ter esses 10 g ou, simplesmente, 10 g/cab.dia dividido por 200 g Sódio/kg produto &nbsp;= 0,05 kg produto.</p>



<p><strong>Mito 6: “Regulando o consumo pelo teor de sódio, não há necessidade de monitorar o consumo”</strong>&nbsp;– O problema dos nutricionistas precisarem tanto desta referência é que ele passa, muitas vezes, a ser tido como uma referência absoluta. A realidade nos mostra que o consumo de minerais é muito variável e que essa variabilidade é pouco previsível. O que esta realidade nos impõe é monitorarmos o consumo, de preferência, de piquete à piquete e, na pior das hipóteses ter a média da fazenda no ano. (neste link há um exemplo deste cálculo:&nbsp;<a href="http://sites.beefpoint.com.br/sergioraposo/2013/12/26/cinco-dicas-basicas-para-ter-uma-producao-melhor-em-2014/">http://sites.beefpoint.com.br/sergioraposo/2013/12/26/cinco-dicas-basicas-para-ter-uma-producao-melhor-em-2014/</a>)</p>



<p><strong>Mito 7: “As empresas usam palatabilizantes para aumentar consumo”</strong>&nbsp;– O consumo de minerais interessa, sim, às empresas, pois quanto maior for o consumo, maiores serão suas vendas. Todavia, não há pior propaganda para uma empresa do que ela ter sais minerais com fama de alto consumo, pois isso é um fator altamente desestimulante para os compradores. Aliás, nunca há reclamação por consumo abaixo do valor recomendado, apenas quando ele fica acima. Ocorre que o maior prejuízo ao pecuarista, em geral, ocorre por não aproveitar todo o benefício de “zerar” as deficiências minerais. Dessa forma, é interessante que algum palatabilizante seja utilizado na formulação. Adicionalmente, resultados de pequisa mostram que ele ajuda a uniformizar o consumo, o que é muito desejável. (Mais informações sobre consumo uniforme do lote no texto:&nbsp;<a href="http://sites.beefpoint.com.br/sergioraposo/2013/09/17/mineralizacao-de-animais-em-pastagem-assunto-encerrado/">http://sites.beefpoint.com.br/sergioraposo/2013/09/17/mineralizacao-de-animais-em-pastagem-assunto-encerrado/</a>)</p>



<p><strong>Mito 8: “Mineralizar faz diferença mesmo na seca!”</strong>&nbsp;– As vendas de sal mineral aumentam na época que antecede a estiagem, mostrando claramente que o produtor tem aumentada sua preocupação em vista dos pastos mais pobres da seca. A crença por trás disso seria que, uma vez que a pastagem teria níveis mais baixos de minerais (o que é fato), consequentemente seria necessário dar mais minerais ao animal para compensar. Todavia, o que acontece na seca é que não adianta fornecer apenas os minerais, pois o nutriente mais limitante é a proteína. Há, inclusive, dados de pesquisa mostrando não haver diferença entre fornecer sal mineralizado e apenas sal branco aos animais na época da seca. A lógica é que a exigência dos minerais para manter ou perder peso na seca é tão baixa que o pouco que tem na pastagem já resolve. O conceito importante aqui é o seguinte: Quanto maior a produção, maior a necessidade de nutrientes (inclusive minerais). Por isso que a hora que mais se deve preocupar com a suplementação de minerais é nas águas. Na seca, também devemos, mas usando sal com ureia e proteinado, resolvendo primeiro o fator mais limitante.</p>



<p><strong>Mito 9: “Se não usar cocho coberto, melhor nem mineralizar!”</strong>&nbsp;– Cochos cobertos, bem assentados, bem localizados, que não fiquem ilhados por acúmulo de água ajudam muito os lotes por eles atendidos a&nbsp;terem bom consumo e devem ser o padrão a ser atingido. Todavia, o pior cenário não é ter o sal mineral molhado pela chuva, mas a falta de espaço linear mínimo de cocho. Recomenda-se oferecer no mínimo 6 cm lineares de cocho para cada unidade animal atendida por esse cocho. Entre ter o sal preservado da chuva e dar acesso ao sal a todos os animais, mesmo que molhado, dê preferência à segunda opção. Ainda assim, ao usar cochos não cobertos, é aconselhável ter um monitoramento (e abastecimento) mais intensivo, uma vez que a umidade ajuda a empedrar o sal, o que prejudica seu consumo.</p>



<p><strong>Mito 10: “Bobagem gastar com sal mineral! Um amigo parou de mineralizar e não notou diferença nenhuma!”</strong>&nbsp;– Esse é um mito para o qual basta o tempo para que seja derrubado. As vezes, nos deparamos com alguém que está fazendo esse “teste” e é possível que, em algum lugar no Brasil, de fertilidade natural muito alta e que o produtor se contente com índices produtivos medíocres que o “teste” funcione por um bom tempo, alongando a “vida útil” do mito. O confronto entre os níveis usualmente encontrados dos minerais nas forragens brasileiras e a exigência cada vez maior, a medida que melhoramos o manejo das pastagens e a genética dos animais, fazem com que possamos esperar que cada vez mais esses tipo de “teste” dure menos.</p>



<p>Um bom uso da técnica de suplementação mineral permite o aproveitamento de todo potencial produtivo da forragem. Ajudar esse aliado da produção a nos ajudar é altamente compensador. Ter esses conceitos corretos na ponta da língua ajudam a deixar o sal na ponta da língua dos animais e o azul mais vivo na conta da fazenda.</p>



<p>Por Sergio Raposo em 1 de
março de 2014<br>
<br>
Sérgio Raposo<br>
<br>
Pesquisador da Embrapa Gado de Corte, agrônomo
com mestrado (1992) e doutorado (2002) pela ESALQ/USP, especialista em nutrição
animal, atuação em pesquisa com os seguintes temas: exigência e eficiência na
produção animal, qualidade de produtos animais e soluções tecnológicas para
produção sustentável. Nas horas vagas, toca violino e, de atividade física,
nada! sergio.medeiros@embrapa.br</p>



<p class="has-small-font-size">Fonte:<br>
http://sites.beefpoint.com.br/sergioraposo/2014/03/01/dez-mitos-no-uso-do-sal-mineral-para-bovinos/<br>
<br>
</p>
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